Com a morte diante dos olhos a questão do significado da vida torna-se inevitável.
(Bento XVI, Spes Salvi)
Quem venceu o medo da morte venceu todos os outros medos.
(Mahatma Gandhi)
Tentemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.
(Mark Twain)
Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos.
(Autor desconhecido)
Não acredito em vida após a morte, por isso não preciso passar toda minha vida temendo o inferno, ou temendo o céu mais ainda. Quaisquer que sejam as torturas do inferno, penso que a chatice do céu seria ainda pior.
(Isaac Asimov)
A diferença entre sexo e morte é que com a morte você pode fazê-lo sozinho e ninguém irá rir de você.
(Woody Allen)
O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar.
(Charles Chaplin)
A velhice pode ser o nosso tempo de ventura. O animal está morto, ou quase morto. Restam o homem e a alma.
(Jorge Luis Borges)
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Os Mortos São Felizes
Bem-aventurados os que vão para debaixo do chão, porque vão para uma transfiguração sagrada. Mal caem sobre eles as últimas pazadas de terra e o canto dos padres, bárbaro e dolente, se perde com o fumo dos círios, o corpo fica só na plenidão da noite e do silêncio perante a grande vegetação esfomeada, ele vai dar-se ali como pasto às bocas sinistras das raízes: ele amolece entre as humidades da terra e desfaz-se em podridões: então as raízes começam a sugar e a comer: a podridão transforma-se em seiva; a seiva sobe pelos troncos, estende-se pelos ramos, palpita selvajamente dentro da árvore, engrossa, fecunda, arredonda-se nas exuberâncias dos gomos, e abre-se depois em folhagens, em florescências e em frutos: e o corpo transformado vê outra vez o sol, as grandes poeiras, e sente os orvalhos, e ouve as cantigas dos pastores, e vive sereno, repousado, na floresta imensa.
Eça de Queirós, in 'Prosas Bárbaras'
Eça de Queirós, in 'Prosas Bárbaras'
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A pena de morte
A pena de morte ou pena capital, é uma sentença aplicada pelos tribunais e consiste na execução de um indivíduo condenado pelo Estado geralmente por crimes de assassínio premeditado. Nalguns países esta pena também é aplicada a casos de espionagem, estupro, adultério e corrupção.
Portugal foi o primeiro país da Europa a abolir a pena de morte em 1876. Relativamente aos restantes países lusófonos a abolição ocorreu nas seguintes datas: Angola (1992), Moçambique (1990), Guiné-Bissau (1993), Cabo Verde (1981), São Tomé e Príncipe (1990) e Timor Leste (1999).
Hoje em dia a pena de morte foi abolida na maioria dos países da Europa e da Oceania. Na América do Norte, foi abolida no Canadá e no México e em alguns estados dos Estados Unidos da América. Na América do Sul, vários países como o Brasil ainda mantêm a pena de morte para alguns crimes, mas que estão completamente fora da realidade quotidiana dos cidadãos, como por exemplo traição em tempos de guerra. Trinta e seis estados dos Estados Unidos, a Guatemala, a maior parte do Caribe, da Ásia e da África ainda mantêm a pena de morte para crimes comuns. O caso de alguns países, como é o da Rússia, é bastante peculiar, pois ainda êm a pena de morte na lei, mas não executam ninguém há muitos anos.
A pena de morte sempre foi e continua a ser é uma forma de punição muito controversa. Os que são a favor dela dizem que é eficaz na prevenção de futuros crimes e que é apropriada como punição para assassinatos, eliminando a ameaça de futuros assassínios. Os opositores dizem que nem sempre é aplicada de forma eficaz e justa e que, como consequência, vários inocentes são executados anualmente. Consideram ainda que é uma violação dos direitos humanos.
No final de 2007, a Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas aprovou, por 104 votos a favor, 54 contra e 29 abstenções, uma moratória sobre a pena de morte. A proposta da moratória foi formulada pela Itália e endossada inicialmente pela União Europeia. O documento defende que os países que aboliram a pena de morte não devem em caso algum reintroduzir a mesma.
Ao longo dos tempos foram usadas diversas formas de executar a pena de morte, sendo que, muitas delas, ainda são utilizadas na actualidade: enforcamento, crucificação, apedrejamento, decapitação por machado ou guilhotina, fuzilamento, câmara de gás, cadeira eléctrica e injecção letal - esta última usada pela primeira vez na Guatemala em 1998.
Portugal foi o primeiro país da Europa a abolir a pena de morte em 1876. Relativamente aos restantes países lusófonos a abolição ocorreu nas seguintes datas: Angola (1992), Moçambique (1990), Guiné-Bissau (1993), Cabo Verde (1981), São Tomé e Príncipe (1990) e Timor Leste (1999).
Hoje em dia a pena de morte foi abolida na maioria dos países da Europa e da Oceania. Na América do Norte, foi abolida no Canadá e no México e em alguns estados dos Estados Unidos da América. Na América do Sul, vários países como o Brasil ainda mantêm a pena de morte para alguns crimes, mas que estão completamente fora da realidade quotidiana dos cidadãos, como por exemplo traição em tempos de guerra. Trinta e seis estados dos Estados Unidos, a Guatemala, a maior parte do Caribe, da Ásia e da África ainda mantêm a pena de morte para crimes comuns. O caso de alguns países, como é o da Rússia, é bastante peculiar, pois ainda êm a pena de morte na lei, mas não executam ninguém há muitos anos.
A pena de morte sempre foi e continua a ser é uma forma de punição muito controversa. Os que são a favor dela dizem que é eficaz na prevenção de futuros crimes e que é apropriada como punição para assassinatos, eliminando a ameaça de futuros assassínios. Os opositores dizem que nem sempre é aplicada de forma eficaz e justa e que, como consequência, vários inocentes são executados anualmente. Consideram ainda que é uma violação dos direitos humanos.
No final de 2007, a Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas aprovou, por 104 votos a favor, 54 contra e 29 abstenções, uma moratória sobre a pena de morte. A proposta da moratória foi formulada pela Itália e endossada inicialmente pela União Europeia. O documento defende que os países que aboliram a pena de morte não devem em caso algum reintroduzir a mesma.
Ao longo dos tempos foram usadas diversas formas de executar a pena de morte, sendo que, muitas delas, ainda são utilizadas na actualidade: enforcamento, crucificação, apedrejamento, decapitação por machado ou guilhotina, fuzilamento, câmara de gás, cadeira eléctrica e injecção letal - esta última usada pela primeira vez na Guatemala em 1998.
domingo, 6 de setembro de 2009
Vida & Morte no Budismo Tibetano
A morte e o morrer é um tema que evoca emoções tão profundas e perturbadoras que geralmente tentamos viver negando a morte. Entretanto, podemos morrer amanhã, completamente despreparados e impotentes. O momento da morte é incerto, mas a verdade da morte não. Todos os que nasceram certamente morrerão.
As pessoas frequentemente cometem o erro de banalizar a morte e pensam: “Ah, bem, a morte acontece para todos. Não é um grande problema, é natural. Vou estar bem.”
Essa é uma boa teoria até que estejamos morrendo. Então experiência e teoria se diferenciam. Então nos tornamos impotentes e tudo que nos é familiar se perde. Somos esmagados por uma grande turbulência de medo, desorientação e confusão. Por esta razão é essencial nos prepararmos com antecedência e bem para o momento em que a mente e o corpo se separam.
Existem muitos métodos, extraordinários e comuns, para nos prepararmos para a transformação da morte. O mais grandioso deles resulta em iluminação durante a vida. Na iluminação, a morte não tem relevância para o nosso estado de ser. A realização da iluminação é imortal, mas requer uma prática perfeita de meditação.
Se a iluminação imortal não for alcançada nesta vida, a própria transição da morte oferece outra oportunidade suprema para podermos alcançá-la. Mas, mais uma vez, realizar o potencial dessa oportunidade depende de termos dominado certas habilidades meditativas.
A iluminação é a consecução mais elevada da transição da morte, mas não é a única. Se a realização meditativa for incompleta mas tivermos desenvolvido o poder da oração, poderá haver liberação para um ambiente de perfeita bem-aventurança, livre de sofrimento, através da invocação das bênçãos dos seres de sabedoria iluminados. (p. 1-2)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A Morte conforta a Alma
Conversa entre a alma e a morte, no momento em que a alma, estremecendo e amedrontada, se recusa a penetrar no outro mundo.
(autor desconhecido - trecho extraído do livro “Os Mais Belos Pensamentos de Todos os Tempos”, Mansour Challita
A morte:“Lembras-te de quando entraste neste mundo? Choravas também. E tinhas medo. Mas vieste. E achaste este mundo tão belo, e nele encontraste tantos seres queridos que agora não desejas mais deixá-lo. E tens de novo medo do mundo desconhecido onde agora deves entrar. E choras. E te agitas. Mas quem te diz que não será ele um mundo ainda mais belo do que este aqui, e povoado de seres que amarás mais ainda do que os deste mundo?”
(autor desconhecido - trecho extraído do livro “Os Mais Belos Pensamentos de Todos os Tempos”, Mansour Challita
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Apresentação
Dedicar um blog à Morte pode ser tão variado, divertido, macabro, luminoso ou negro quanto se queira e se possa imaginar...
Será portanto um ponto de partida para o aprofundar de um tema que nos diz respeito a todos e nos acompanha dia-a-dia até ao virar da outra face da medalha: a Vida.
E as ideias que fazemos da Morte devem ser discutidas durante a Vida (não vá o Diabo tecê-las e proibir-nos de as discutir depois de mortos,...Deus me perdoe!).
Vida e Morte estarão assim equi-presentes como o yin-yang nas culturas orientais ou os pólos numa tensão eléctrica.
A Morte é boa conselheira.
Muitos de nós, distraídos com as coisas da Vida, quase nos esquecemos da Morte e isso aumenta imenso a probabilidade de sofrer um acidente ou uma doença súbita e definitiva ou de alguma forma ser impossibilitado de continuar a viver a 100% sem problemas.
Muitos de nós só quando entramos em choque perante a fatalidade da Morte de alguém próximo e querido é que procuramos ouvir o conselho da nossa própria Morte e negociar com ela umas condições minimamente aceitáveis.
Outros, felizmente em menor quantidade, não conseguem sair desse estado de choque e se transformam numa espécie de Mortos Vivos, conservados com a ajuda de máquinas e de químicos num estado meramente vegetativo. Os congelados são ainda mais raros mas daqui a uns anitos espera-se um grande boom na procura destes funerais
Será portanto um ponto de partida para o aprofundar de um tema que nos diz respeito a todos e nos acompanha dia-a-dia até ao virar da outra face da medalha: a Vida.
E as ideias que fazemos da Morte devem ser discutidas durante a Vida (não vá o Diabo tecê-las e proibir-nos de as discutir depois de mortos,...Deus me perdoe!).
Vida e Morte estarão assim equi-presentes como o yin-yang nas culturas orientais ou os pólos numa tensão eléctrica.
A Morte é boa conselheira.
Muitos de nós, distraídos com as coisas da Vida, quase nos esquecemos da Morte e isso aumenta imenso a probabilidade de sofrer um acidente ou uma doença súbita e definitiva ou de alguma forma ser impossibilitado de continuar a viver a 100% sem problemas.
Muitos de nós só quando entramos em choque perante a fatalidade da Morte de alguém próximo e querido é que procuramos ouvir o conselho da nossa própria Morte e negociar com ela umas condições minimamente aceitáveis.
Outros, felizmente em menor quantidade, não conseguem sair desse estado de choque e se transformam numa espécie de Mortos Vivos, conservados com a ajuda de máquinas e de químicos num estado meramente vegetativo. Os congelados são ainda mais raros mas daqui a uns anitos espera-se um grande boom na procura destes funerais
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